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Simplesmente, um torcedor do Bahia.

Luciano Bahia Coelho em 2017-11-28 | Categoria: Brasileirão 2016

Simplesmente, um torcedor do Bahia.

Não sou o que se pode denominar tricolor de berço. Eu não nasci Bahia. Eu virei Bahia. Acho que fui abduzido pela enorme hegemonia tricolor do início dos anos 70 e pelo privilégio de testemunhar somente conquistas. Era um time que, realmente, nascera para vencer. Em contraponto, a partir de meados dos anos 90, assim como todos os tricolores, amarguei quase duas décadas de penúria. Sem estádio. Sem time. Apenas dívidas. Foi o retrato de um time com apaixonada torcida, porém, com descompromissadas gestões. Foi o Bahia do sistema monárquico de governo, chancelado por um Conselho Deliberativo composto por nobres amigos do Rei, onde, por vezes, prevalecia o patrimonialismo aliado a idéias feudais de gestão. Mas, como aprendemos que tudo na vida passa, o Bahia também teve o dia da sua redenção. O dia da bastilha com a queda do Rei e a verdadeira revolução tricolor, com a implantação da eleição direta para presidente. Essa sim, o nosso real patrimônio: a democracia. A vez e a voz do verdadeiro dono do time, a sua torcida.
De pronto, ficou evidente que só seria possível termos um clube grande, com a efetiva participação de todos. Era preciso associar-se. É a tal da história do Beija Flor no incêndio da floresta. Cada um que faça a sua parte. O Bahia necessitava de receita e cabia ao verdadeiro torcedor contribuir. Tive a oportunidade de votar em Fernando Schmidt, em Antônio Tillemont e com grata surpresa, vivenciar a competente e transparente gestão de Marcelo Santana e Pedro Henriques, para os quais eu não votara. 
Hoje, é gratificante atestar que o meu outrora clube, de pretensos donos, atolado em dívidas, sem qualquer patrimônio, com inúmeras ações judiciais à porta, a seqüestrar receitas e verbas, em tão pouco tempo transformara-se. Renegociou-se com credores, parcelaram-se dívidas trabalhistas e fiscais, recuperou-se a propriedade do Fazendão e da Cidade Tricolor e principalmente, recuperou-se a Reputação. É impossível gerenciar o caos. Futebol é gestão e pra ter time é preciso grana.
Nunca pertenci a qualquer corrente tricolor. Minha corrente é o meu elo com o Bahia. Voto com a minha consciência, na certeza de que somente uma gestão comprometida, transparente e bem assessorada será capaz de promover um futuro auspicioso para o meu time. Experiências pretéritas de gestão no futebol, não garantem nada, afinal, nesse mundo mutante é preciso talento e inovação para caminhar. Os resultados recentes reforçam a minha convicção, de que não existem mais lugares para apaixonados, mas sim, para gestores apaixonados. Novos construirão o futuro do meu Bahia, assim como Osório, Pithon, Maracajá e tantos outros abnegados, fizeram deste time uma grade nação.
Ressalto que, o que me move neste momento a escrever essas reflexões, é que temos uma oportunidade ímpar de dar continuidade a um trabalho vitorioso e mais do que isso, eleger um presidente de uma competência acima de qualquer padrão. Isso é motivador. Sem querer desmerecer qualquer outro candidato, mas Bellintani, em minha opinião, está acima da curva. Tenho convicção de que eleitos Bellintani e Vitor Ferraz, essa nova gestão conduzirá o Bahia a um novo patamar. Melhor, ao resgate da história do clube, aquele que nasceu para vencer. 
Ao meu filho, tricolor de berço e que somente a imutabilidade do amor o fez conservar-se tricolor, assevero: você é um privilegiado. Depois da tormenta, o Bahia é o mar a ser navegado: democracia, gestão, lisura e inovação em um time do futebol brasileiro. Se a democracia é o pressuposto para a salvação, a participação de todos é a receita para a glória eterna. Vote consciente. Seja, simplesmente, Bahia. 
Luciano Bahia Coelho
Sócio nº 001736.

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